Sóstenes diz que R$ 470 mil apreendidos pela PF têm origem lícita e nega irregularidades

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), voltou a afirmar que os R$ 470 mil em espécie apreendidos pela Polícia Federal (PF) durante uma operação de busca e apreensão em um flat utilizado por ele, em Brasília, têm origem lícita. Segundo o parlamentar, o valor é resultado da venda de um imóvel localizado no interior de Minas Gerais.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Sóstenes afirmou que decidiu se pronunciar para “esclarecer os fatos” e agradecer as manifestações de apoio recebidas. Na gravação, ele classificou a ação policial como “mais um capítulo de perseguição política” contra parlamentares de perfil conservador.

“O dinheiro encontrado no meu apartamento em Brasília, no valor de R$ 470 mil, é fruto da venda de um imóvel, dinheiro lícito e de origem comprovada”, afirmou o deputado.

De acordo com Sóstenes, o imóvel foi adquirido em 2023, na cidade de Tuiutaba (MG), com registro em cartório em seu nome e no próprio CPF. Ele disse ainda que o bem foi devidamente declarado à Receita Federal. “Consta no meu Imposto de Renda de 2024. Tudo conforme manda a lei, nada ilegal”, declarou.

O parlamentar relatou que, após realizar uma reforma no imóvel, decidiu colocá-lo à venda por meio de uma imobiliária. O valor inicial pedido teria sido de R$ 690 mil, mas a negociação foi concluída por R$ 500 mil, pagos à vista e em dinheiro.

“Reitero a todos que me conhecem: o dinheiro é lícito, declarado, tudo dentro da legalidade”, afirmou. O deputado disse estar confiante de que o caso será esclarecido junto à Polícia Federal e ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e que o montante apreendido será devolvido.

Segundo a Polícia Federal, a Operação Galho Fraco, deflagrada na última sexta-feira, 19, investiga suspeitas de desvio de recursos da cota parlamentar por meio de empresas de fachada, incluindo uma locadora de veículos. Além de Sóstenes, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) também foi alvo de mandados de busca e apreensão.

Os investigadores apontam indícios de que verbas públicas teriam sido utilizadas para cobrir despesas consideradas inexistentes ou irregulares. No caso de Sóstenes, o dinheiro foi encontrado dentro de um saco preto, guardado em um armário no flat em Brasília.

O deputado afirmou que permanece à disposição das autoridades e reforçou que não teme as investigações. “Quem não deve, não teme. Faço questão de mostrar tudo com a máxima transparência”, concluiu.